Showing posts with label ecological network. Show all posts
Showing posts with label ecological network. Show all posts

Monday, 23 November 2015

Pietro Mendonça: Interações entre plantas e beija-flores: de história natural a macroecologia


Data: 02 de dezembro de 2015
Date: December 2nd, 2015

Hora: 14h:00
Time: 2h:00 PM

Local (Room): Sala de Defesa de Tese, Bloco O, Prédio da Pós graduação, Instituto de Biologia, Unicamp, Campinas, São Paulo, Brasil

Interações entre plantas e beija-flores: de história natural a macroecologia

Os beija-flores são um dos grupos mais carismáticos entre as aves. Ao mesmo tempo, são um importante grupo de vertebrados polinizadores nas Américas. A interação bastante especializada com vários grupos de plantas faz com os beija-flores sejam um modelo de estudo interessante para se fazer perguntas ecológicas relacionadas a interações mutualísticas. Nessa palestra, pretendo apresentar alguns dos trabalhos que estamos desenvolvendo utilizando este sistema, que vão desde estudos focados em interações específicas, estudos em comunidades utilizando as abordagens de redes ecológicas e finalmente, estudos utilizando uma ampla base de dados que nos permite fazer perguntas em escalas continentais.

Pietro Kiyoshi Maruyama Mendonça é doutor em Ecologia pela Universidade Estadual de Campinas, com mestrado em Ecologia e Conservação dos Recursos Naturais pela Universidade Federal de Uberlândia e graduação em Ciências Biológicas (Bacharelado e Licenciatura) pela mesma instituição. Realizou doutorado sanduíche no Center for Macroecology, Evolution and Climate - Natural History Museum of Denmark em Copenhague, Dinamarca. Tem interesse e experiência em Ecologia, com ênfase em Biologia da Polinização, Ecologia de Interação Animal-Planta e Comportamento animal, principalmente envolvendo beija-flores.

Plant-hummingbird interaction: from natural history to macroecology

The hummingbirds are the most charismatic group within birds. At the same time, are an important group of vertebrate pollinator of Americas. The specialized interaction with several groups of plants make hummingbirds a interesting model to ask about mutualistic interactions. At this talk, I pretend to show our works with this system concerning specific interactions, communities with ecological network approach, and a wide database to address continental questions.

Pietro Kiyoshi Maruyama Mendonça has Ph.D in Ecology at University of Campinas, master's degree in Ecology and Conservation of Natural Resources and undergraduate in Biological Science at at Federal University of Uberlândia. He has sandwich Ph.D at Center for Macroecology, Evolution and Climate - Natural History Museum of Denmark at Copenhagen, Denmark. He has interest and experience in Ecology, specially biology of pollination, ecological interaction animal-plant and animal behaviour, mainly with hummingbirds.

Tuesday, 27 October 2015

Mary Price and Nick Waser: The ecology of place


Data: 04 de novembro de 2015
Date: November 04th, 2015

Hora: 14h:00
Time: 02h:00 PM

Local (Room): Sala de Defesa de Tese, Bloco O, Prédio da Pós graduação, Instituto de Biologia, Unicamp, Campinas, São Paulo, Brasil

Ecologia local

Existem poucos ecólogos para estudar cada sistema da Terra e estudos ecológicos tendem ser concentrados em áreas específicas, por exemplo estações experimentais. Como estudos ecológicos locais lidam com o entendimento ecológico que se estendem além desse local? Nós começaremos delineando várias razões de que estudos baseados em um local podem nos dar um "conhecimento ecológico portátil". Então, ilustraremos com uma pesquisa de polinização em um único local, a estação experimental Rocky Mountain Biological Laboratory (RMBL), no oeste dos EUA. Nós discutiremos que pesquisas no RMBL de vários cientistas com diferentes perspectivas têm contribuído desde os anos 1970 para o melhor entendimento interações planta-polinizadores em todo o mundo.

Mary V. Price é graduada em Biologia pela Vassar College (EUA), PH.d em Zoologia e Botânica pela University of Arizona (EUA) e pós doutorado pela Dalhousie University (EUA) (com a E. C. Pielou). Atualmente é professora emérita em biologia na University of California Riverside (EUA) e professora adjunta na School of Natural Resources and the Environment na University of Arizona (EUA). Seus interesses incluem ecologia evolutiva de animais terrestre e plantas, especialmente em ecossistemas áridos e montanos. Ela usou ratos-cangurus de deserto como sistema modelo para explorar fatores que determinam o número de interações entre plantas e granívoros. Esse trabalho também visou a conservação biológica de espécies de ratos-cangurus ameaçados. Adicionalmente, ela conduziu uma pesquisa de longa duração em como interações mutualísticas entre plantas e polinizadores moldam a evolução da morfologia floral, padrão de reprodução e dinâmica de populações em plantas. Ela tem estimulado recentemente a discussão de como pesquisas de longa duração em um único lugar contribui para o
conhecimento ecológico.

Nicholas M. Waser Nicke Waser possui bacharelado em Biologia (ênfase em Antropologia) pela Stanford University (EUA) e Ph.D em Ecologia e Biologia Evolutiva (ênfase em Genética) pela  University of Arizona (EUA). Atualmente é professor emérito no Departamento de Biologia da University of California Riverside (EUA). Nick também é professor adjunto na School of Natural Resources and the Environment na University of Arizona (USA). Ele tem estudado vários aspectos da interação entre plantas e seus animais polinizadores no Rocky Mountain Biological Laboratory (RMBL) por mais de 40 anos. Este trabalho perpassa genética de populações e quantitativa, comportamento animal, demografia e conservação biológica, com o principal foco em ecologia evolutiva de interações planta-polinizador. Quando não está trabalhando nas montanhas ele tem desfrutado de uma longa associação com plantas e animais dos desertos de Mojave, Sonoran e Great Basin.

The ecology of place

There are far too few ecologists to study every system on Earth, and ecological studies tend to be concentrated at specific places, for example field stations.  How can study at a single place lead to ecological understanding that extends beyond that place?  We begin by outlining several reasons that place-based studies can give us “portable ecological knowledge”.  Then we illustrate with a sampling of pollination research at a single place, the Rocky Mountain Biological Laboratory (RMBL), a field station in western USA.  We argue that RMBL research by many scientists with different perspectives has contributed since the 1970s to a better understanding of plant-pollinator interactions worldwide.

Mary V. Price has bachelor's degree in Biology at Vassar College (USA), Ph.D in Zoology and Botany at University of Arizona (USA) and Postdoctoral at Dalhousie University (USA) (with E. C. Pielou). Currently is Professor of Biology Emerita from the University of California Riverside (USA) and Adjunct Professor in the School of Natural Resources and the Environment at the University of Arizona (USA). She interests include the evolutionary ecology of terrestrial animals and plants, especially in arid and montane ecosystems. She has used desert kangaroo rats and their relatives as a model system for exploring factors that determine the number and phenotypic attributes of coexisting species in a community, and the nature of interactions between plants and granivores. This work also encompasses conservation biology of endangered kangaroo rat species. In addition, she has carried out long-term research on how the mutualistic interactions between plants and pollinators mold the evolution of flower morphology, plant mating patterns, and plant population dynamics. She has been stimulated in recent years to think of how long-term research in single places contributes to ecological knowledge.

Nickolas M. Waser has bachelor's degree in Biology (minor in Anthropology) at Stanford University (USA) and Ph.D in Ecology and Evolutionary Biology (minor in Genetics) at University of Arizona (USA). Currently is Professor Emeritus from the Department of Biology at the University of California Riverside. He also is Adjunct Professor in the School of Natural Resources and the Environment at the University of Arizona (USA). He has studied many aspects of the interactions between flowering plants and their animal pollinators at Rocky Mountain Biological Laboratory (RMBL) over the past 40+ years. This work has touched on population and quantitative genetics, animal behavior, demography, and conservation biology, with its main focus being evolutionary ecology of the plant-pollinator interaction. When not working in the mountains he has enjoyed a long association with plants and animals of the Mojave, Sonoran, and Great Basin Deserts.

Fotos da palestra
Lecture photos


Biofórum Mary Price and Nick Waser

Biofórum Mary Price and Nick Waser

Biofórum Mary Price and Nick Waser

Wednesday, 23 September 2015

Jana Petermann: Bromeliads, tree holes and grasslands


Data: 28 de setembro de 2015
Date: September 28th, 2015

Hora: 14h:00
Time: 2h:00 PM

Local (Room): Sala de Defesa de Tese, Bloco O, Prédio da Pós graduação, Instituto de Biologia, Unicamp, Campinas, São Paulo, Brasil

Bromélias, buracos em árvores e pastagens: ecologia de comunidade para leigos

Ecologia é um negócio complexo. Se tentarmos entender os mecanismos subjacentes à multiplicidade das interações e funções ecológicas que existem e que constantemente se alteram nas comunidades naturais, nós temos que usar uma combinação de abordagens como modelagem, experimentos em campo e em laboratório. Irei discutir nessa apresentação que comunidades "naturalmente" simples existem e representam uma incrível opção ao "melhor desses mundos" para pesquisas de dinâmicas ecológicas complexas. Darei exemplos passados a atuais de pesquisas em bromélias, tanques de água em buraco de árvores e experimentos em biodiversidade de pastagens. Irei apresentar também um análogo recente mais controlado desses sistemas simples que podem ser usados em estudos de alguns mecanismos em mais detalhes. Minhas perguntas nesses sistemas vão de coexistência de espécies e montagem de comunidades a interações multitróficas e estabilidade de redes alimentares para a relação entre diversidade e funções de ecossistemas. Resultados de comunidades naturalmente simples e seus análogos artificiais irão, na minha opinião, colocar-nos em uma posição para melhor predizer as consequências de perda de espécies em ecossistemas naturais e as funções e serviços que eles prestam.

Jana Petermann possui graduação em biologia pela Albert-Ludwigs-University (Alemanha) e em ecologia pela Flinders University (Austrália). Ela fez pós-graduação em biologia na University of Bremen (Alemanha) e na Lincoln University (Nova Zelândia), PhD na University of Zurich (Suíça) e pós-doutorado na University of British Columbia (Canadá) com a Diane Srivastava.  Atualmente é professora assistente no Departamento de Ecologia e Evolução na University Salzburg (Áustria).

Bromeliads, tree holes and grasslands: ecological communities for dummies

Ecology is a complex business. If we are to understand the mechanisms behind the multitude of ecological interactions and functions that exist and constantly change in natural communities we have to use a clever combination of approaches such as modelling, field and lab experiments. I will argue in my talk that naturally “simple” communities exist and represent a wonderful “best-of-all-worlds” option for investigations of complex ecological dynamics. I will give examples from my past and current research on bromeliads, water-filled tree holes and grassland biodiversity experiments. I will furthermore present more controlled analogues to these simple systems that can be used to study certain mechanisms in even more detail. The questions I address with these systems range from species coexistence and community assembly to multitrophic interactions and food web stability to biodiversity-ecosystem functioning relationships. Results from naturally simple communities and their artificial analogues will in my
opinion put us in the position to better predict the consequences of species loss on natural ecosystems and the functions and services they provide.

Jana Petermann has undergraduate in Biology at Albert-Ludwigs-University (Germany) and in Ecology at Flinders University (Australia). She does postgraduate in Biology at University of Bremen (Germany) and Lincoln University (New Zealand), PhD at University of Zurich (Switzerland) and postdoctoral fellow at University of British Columbia (Canada) with Diane Srivastava. Currently is assistant professor at the Department of Ecology and Evolution at University Salzburg (Austria).

Fotos da palestra
Seminar photos

Biofórum Jana Petermann

Biofórum Jana Petermann

Thursday, 30 July 2015

Pedro Bergamo: Flores evitando polinizadores? Barreiras de exploração como um mecanismo de diversificação floral

Data: 05 de agosto de 2015
Date: August 05th, 2015

Hora: 14h:00
Time: 2h:00 PM

Local (Room): Sala de Defesa de Tese, Bloco O, prédio da pós graduação, Instituto de Biologia, Unicamp, Campinas, São Paulo, Brasil

Flores evitando polinizadores? Barreiras de exploração como um mecanismo de diversificação floral

Os mutualismos planta-polinizador são entendidos como um conflito de interesses entre ambos parceiros, na qual a interação resulta em um saldo líquido positivo. Neste sentido, os atributos florais emergem como resultado da coevolução entre plantas e polinizadores, no qual estes atributos conferem vantagens reprodutivas para ambos parceiros. Porém, evidências teóricas e empíricas apontam que atributos florais podem atuar como barreiras de exploração: quando conferem vantagem reprodutiva às plantas e um custo aos polinizadores. Dois processos levam a este aparente paradoxo - 1) diferença na efetividade dos polinizadores e 2) partição de recursos floral entre os polinizadores. Neste cenário, uma planta se especializa no polinizador mais eficiente a partir de atributos florais que excluem outros possíveis polinizadores na comunidade. Estas barreiras de exploração acarretam custos fisiológicos e comportamentais aos polinizadores, e em certos casos, aos polinizadores efetivos também. O mutualismo se mantém pois estes custos são compensados pela partição de recurso floral entre os polinizadores. Assim, a exclusão de polinizadores é um mecanismo importante na evolução de diversos atributos florais e barreiras de exploração: tubos florais longos, néctar tóxico e coloração vermelha, dentre outros. Nesta palestra, irei detalhar o conceito de barreiras de exploração nas interações plantas-polinizador e ilustrar com um estudo de caso: a exclusão sensorial de abelhas (em favor de beija-flores) em flores com coloração vermelha, utilizando a espécie de planta Costus arabicus como modelo.

Flowers avoiding pollinators? Exploitation barriers as a mechanism of flower diversification

The plant-pollinator mutualisms are interpreted as a conflict of interests between both partners, in which the interaction results in a positive net balance. In this sense, the floral traits arise from the coevolution between plants and pollinators, providing reproductive advantages for both partners. However, theoretical and empirical evidence point out the floral traits as exploitation barriers: when these traits provide reproductive advantages for the plants but a cost for the pollinators. Two processes lead to this apparent paradox - 1) differences in pollinator effectiveness and 2) floral resource partitioning between the pollinators. In this scenario, the flower traits drive plant specialization in the most efficient pollinator, while exclude the other pollinators in the community. These exploitation barriers entail physiological and behavioral costs to the pollinators, and in some cases to the effective pollinators. The mutualism is maintained because these costs are compensated by the floral resource partitioning between the pollinators. In this way, pollinator exclusion is an important mechanism driving the evolution of several floral traits: long tubes, toxic nectar and red color. In this talk, I will explain the concept of exploitation barrier in the plant-pollinator interactions and illustrate it with a study case: the bee sensorial exclusion (in favour of hummingbirds) in red-colored flowers, using the plant species Costus arabicus as a model.


Pedro possui graduação em Ciências Biológicas (Bacharelado e Licenciatura) pela Universidade Estadual de Campinas. Atualmente é aluno de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Ecologia, pela mesma instituição. Possui experiência em Ecologia da Polinização e tem atuado nos seguintes temas: interação planta-polinizador, ecologia cognitiva da polinização, fenologia, redes complexas de interação e estruturação de comunidades.

Pedro has licentiate and bachelor’s degree in Biology Science at State University of Campinas. Currently is master's degree student at the same University. He has experience in pollination ecology and has interesting in plant-pollinator interaction, cognitive pollination ecology, phenology, interaction complex networks and communities structure.

Thursday, 14 May 2015

Patrícia Ferreira: Efeito das modificações de paisagens nas redes de interação planta-polinizador

Data: 26 de maio de2015
Date: May 26th,2015

Hora: 14h:00
Time: 2h:00 PM

Local (Room): Sala IB15, Bloco E2, 2º piso, Instituto de Biologia, Unicamp, Campinas, São Paulo, Brasil

Efeito das modificações de paisagens nas redes de interação planta-polinizador

Serão discutidos como as modificações na disposição espacial dos ecossistemas alteram fluxos biológicos essenciais à manutenção dos processos ecológicos, à conservação das espécies e dos ecossistemas. A estrutura heterogênea de paisagens fragmentadas tem grande influência sobre a capacidade de dispersão de muitas espécies. A compreensão das respostas das espécies à estrutura de paisagens heterogêneas permite uma abordagem eficiente dos processos ecológicos nessas paisagens. Aqui discutiremos as possíveis e esperadas influência das variações da estrutura de paisagens nas redes de interação entre plantas e seus insetos visitantes florais. O estudo de redes ecológicas permite a avaliação de cenários que sofreram ou estão sofrendo perda de habitat, ou outras influências antropogênicas deletérias.

Effect of landscape changes in plant-pollinator network interaction

In this talk we will discuss how modifications of spatial distributions of ecosystems change essential biological flows of ecological process, species conservation and ecosystems. The heterogeneous structure of fragmented landscapes has an influence on the dispersal capacity of many species. The understanding of species responses to the heterogeneous structure of landscapes allows an efficient approach to the ecological processes in these landscapes. We will also discuss potential and expected influences of landscape structure variation on plant-flower visitor network interactions. The study of ecological networks allows the evaluation of scenarios that have lost or are losing habitat, or other harmful anthropogenic influences.


Patricia é Bacharel em Ciências Biológicas, Mestre e Doutora em Ecologia e Biomonitoramento pela Universidade Federal da Bahia. Realizou estágio de Doutorado Sanduíche (PDSE-CAPES) no Naturalis - Biodiversity Center, na Universiteit Leiden (Leiden-Holanda). Atualmente é Pós-Doutoranda junto ao Programa de Pós-Graduação em Entomologia, do Departamento de Biologia, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo. Realiza pesquisas nas áreas de ecologia, ecologia de populações e comunidades, ecologia da paisagem, interações planta-polinizador, com especial interesse nos efeitos das mudanças na paisagem em ecossistemas naturais e agrícolas sobre essas interações, análises das redes complexas e desenvolvimento de estratégias para mitigar os efeitos negativos das mudanças na paisagem e no habitat e promover a conservação e a melhoria das interações entre plantas e polinizadores em ambientes tropicais naturais e agrícolas.

Patrícia has bachelor’s degree in Biological Science, master and doctoral’s degree in Ecology and Biomonitoring from Federal University of Bahia. She spent a year of her Doctorate at Naturalis - Biodiversity Center at Universiteit Leiden (Netherlands). Currently she is doing a post-doctoral fellow of the Entomology program at the Department of Biology from the University of São Paulo at Ribeirão Preto, São Paulo. She is interested in: population, community, and landscape ecology, plant-pollinator interaction with special interest on effects of landscape changes (natural or agricultural ecosystems) on this interactions; complex network analysis and the development of strategies to mitigate the negative effects of landscape and habitat changes, and to promote the conservation and improvement of plant-pollinator interactions in natural and agricultural tropical environments.

Fotos da palestra
Seminar Photos



Carlos Nunes: Beetles eavesdrop on the communication between an orchid and its pollinators

Data: 20 de maio de2015
Date: May 20th, 2015

Hora: 14h:00
Time: 2h:00 PM

Local (Room): Sala de Defesa de Tese, Bloco O, prédio da pós graduação, Instituto de Biologia, Unicamp, Campinas, São Paulo, Brasil

Besouros grampeiam a comunicação entre orquídea e seus polinizadores! O componente majoritário da fragrância de Dichaea pendula atrai tanto o gorgulho florívoro como a abelha polinizadora

Fragrâncias florais atraem polinizadores, mas também podem atrair herbívoros, ocasionando um conflito com que as plantas com flores precisam lidar. Investigamos o sistema reprodutivo, a polinização e a fragrância floral para entender o papel desta na comunicação inseto-planta, neste caso, Dichaea pendula e seus visitantes florais, com a hipótese de que a atração de mutualistas e antagonistas seriam um conflito para a planta. O principal componente da fragrância floral, 2-methoxy-4-vinylphenol (2M4VP), composto floral incomum ainda não descrito para fragrâncias florais, é atrativo tanto para abelhas polinizadoras como para gorgulhos florívoros. 2M4VP pode mediar interações mutualísticas e antagonísticas, originando pressões seletivas contrárias sobre a sua emissão. Entretanto, a escassez de polinizadores representou a maior restrição à frutificação. Assim, esperamos que adaptações que aumentem a atratividade aos polinizadores e as taxas de polinização cruzada sejam os protagonistas na evolução de D. pendula.

Beetles eavesdrop on the communication between an orchid and its pollinators! The major component of the fragrance of Dichaea pendula attracts both the flower eating weevil and the pollinator bee

Floral fragrances attract pollinators, but can also attract herbivores, resulting in a trade-off that plants need to deal with. We investigated the reproductive system, the pollination and floral fragrances to understand the role of insect-plant communication, in this case, Dichaea pendula and its floral visitors. Our hypothesis was that attraction of mutualistic and antagonistic is a trade-off to the plant. The major floral fragrance component: 2-methoxy-4-vinylphenol (2M4VP), a common component yet to be described, is attractive both to pollinator bees and flower eating weevil. 2M4VP can mediate mutualistic and antagonistic interactions, originating opposite selective pressures on component release. However, the lack of pollinator represented a major restriction to fruit formation. Thus, we expect that adaptations that increase attractiveness to pollinators and rate of cross pollination are the protagonists of D. pendula evolution.


Possui graduação em Bacharelado e Licenciatura em Ciências Biológicas e mestrado em Biologia Vegetal pela Universidade Estadual de Campinas. Atualmente, cursa Doutorado em Biologia Vegetal na mesma universidade. Tem experiência em ensino de Ciências, educação ambiental, biologia de interações planta-fungos, ecologia reprodutiva e polinização.

Carlos has bachelor and licentiate’s degree in Biological Science and master's degree in Plant Biology from University of Campinas. Currently he is Ph.D. candidate in Plant Biology from the same university. He has experience in science and environmental education, biology of plant-fungal interaction, reproductive ecology and pollination.

Foto da palestra
Seminar photo 



Thursday, 5 March 2015

Bo Dalsgaard: Macroecology of mutualistic plant-animal networks

Data: 12 de março de 2015
Date: March 12th, 2015

Hora: 11h:30
Time: 11h:30 AM

Local (Room): Sala de defesa de Tese, Bloco O (prédio da pós), Instituto de Biologia, Unicamp, Campinas, São Paulo, Brasil.

Macroecologia de redes mutualísticas planta-animal

A estrutura de redes de interações de espécies é importante para a coexistência de espécies, estabilidade de comunidades e exposição de espécies à extinções. Especialização, modularidade e agregação são frequentemente interpretados como estruturas ecológicas evolutivas que podem ter relevância para a permanência da comunidade e resiliência contra perturbações, como mudanças climáticas e impacto humano. Portanto, ambos fatores ecológicos atuais, históricos e evolutivos podem influenciar essas estruturas de redes. Eu apresentarei uma variedade de estudos testando essas estruturas usando uma abordagem macroecológica em redes mutualísticas de polinizadores e frugívoros. Este estudos mostraram que sinais ecológicos, históricos e evolutivos são evidentes em redes de polinizadores, enquanto que a variação espacial em maior escala em redes de frugívoros predominantemente parece serem determinadas por fatores ecológicos atuais.

Macroecology of mutualistic plant-animal networks

The structure of species interaction networks is important for species coexistence, community stability and exposure of species to extinctions. Specialization, modularity and nestedness are often interpreted as evolutionary ecological structures that may have relevance for community persistence and resilience against perturbations, such as climate-change and human impact. Therefore, both current ecological, historical and evolutionary factors could therefore influence these network structures. I am presenting a range of studies testing this using a macroecological approach on mutualistic pollination and frugivore networks. These studies show that ecological, historical and evolutionary signals are evident in pollination networks, whereas large-scale spatial variation in frugivorous networks predominantly seems determined by current ecological factors

Bo Dalsgaard
Bo Dalsgaard

O professor Bo possui PhD pela Aarhus University (Aarhus, Dinamarca) e PostDoc na University of Cambridge. Atualmente é professor assistente na University of Copenhagen, Dinamarca, Centro para Macroecologia, Evolução e Clima. Tem interesse em ecologia de comunidades, biogeografia de ilhas, macroecologia e conservação, particularmente em redes de interações bióticas e biodiversidade. Seu principal objetivo de pesquisa é determinar como a estrutura de redes e a biodiversidade podem estar inter relacionadas e serem influenciadas pelo clima contemporâneo e histórico. A maior parte do seu trabalho está focado na interação beija-flor-plantas no Novo Mundo, principalmente Brasil e Índias Ocidentais (Caribe). Possui colaboração com pesquisadores de várias universidades entre eles Daniel W. Carstensen (Unesp), Isabela G. Varassin (UFPR), Paulo Eugênio Oliveira (Universidade Federal de Uberlândia) e Marlies Sazima (Unicamp).

Professor Bo has a Ph.D. from Aahrus University at Denmark and PostDoctorate by University of Cambridge, United Kingdom. He is an Assistant Professor at University of Copenhagen, Denmark, in the Center for Macroecology, Evolution and Climate. He is interested in community ecology, island biogeography, macroecology and conservation, especially in spatial patterns of biotic interaction networks and biodiversity. His main aim is to determine how network structure and biodiversity may relate and be influenced by contemporary and historical climate. Most of his work focuses on hummingbird-plant interactions in the New World, mainly in Brazil and in the West Indies. He has collaborated with researchers from several universities in Brazil including Daniel W. Carstensen (Unesp), Isabela G. Varassin (UFPR), Paulo Eugênio Oliveira (Universidade Federal de Uberlândia) e Marlies Sazima (Unicamp).